Para a pessoa que divide sua vida em lado profissional e lado familiar só resta o esclarecimento de que um espírito dividido tem sua força igualmente dividida. Se você executa algo profissionalmente que não possa ser a extensão de sua casa e vice-versa então há algo que deve ser corrigido.
Também existe aquele que se divide em pai, mãe, filho(a) e marido ou esposa. Comumente se equivocam com as palavras que lêem que diz: deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua esposa. Acha mesmo que a bíblia só foi escrita para os machos? Se para Deus pouco importa a polarização do corpo e tão somente importa a essência de cada ser, então pode perceber que esta simples frase contêm uma verdade maior.
Esse é um ensinamento dos essênios e seu significado e aplicações são totalmente internos.
Não é possível levar os ensinamentos essênios ao pé da letra morta, pois isso só complicará as coisas que são bastante simples.
Para que se fracionar. Para que ser um como pai e de repente mudar sua postura quando veste a máscara de filho e ainda mais quando resolve posar de marido? Somos seres cromáticos e nosso espírito é transferido para nós integralmente e então para que fracioná-lo?
A força do nosso espírito brota de dentro e para se fixar e precisamente e com justiça torna-se intrínseco todo o segmento existencial.
Por esta razão não devemos erguer muros, pois eles só promoverão o impedimento da transferência de nossa memória onírica. Devemos estar por inteiro para que a vida nos responda integralmente.
Tudo o que existe nesta terceira coordenada no mundo físico é a cristalização do espírito. Esse espírito para chegar até a matéria precisa ser transferido.
Essa transferência é feita através do nossos nadis, que são canais semi-etéricos que se encontram a flor da pele.
Essa transferência só pode ocorrer com a passividade orgânica e vital. Pode ocorrer durante o sono ou durante uma meditação ou yoga, o importante é possuírmos uma estrutura psicológica mansa.
O entupimento desses nadis acarretam para nós uma série de problemas, pois o físico não pode sobreviver sem espírito (energia vital).
Para isso podemos recorrer ao nosso Bartolomeu particular. È atribuição desse apóstolo lançar as agulhas para o descongestionamento dos nossos canais de transferência.
Digerir as impressões vindas de fora também faz com que nossa energia corra tranqüila.
Evitar ingestão de alimentos com átomos muito pesados, como por exemplo, carne vermelha e porco e embutidos. Os embutidos desrespeitam a lei dos tatwas, pois misturam mais de sete tipos diferentes de temperos e isso nos sobrecarrega.
Porém o que mais nos drena é a dúvida, pois é mais funesta que uma má escolha.
Quando me refiro ao termo dúvida não estou querendo fazer referência a denominação comum e corrente. É mais do que simplesmente incerteza ou hesitação. À nível de espírito a hesitação leva a não fixação, ou melhor dizendo à oscilação e parcelamento. Uma criação não pode ser parcelada.
Para criar algo precisa-se utilizar a força na sua íntegra. Por todo nosso corpo possuímos centrais somente à nível intelectual.
Transferir o espírito, significa fixá-lo nessa memória. Essa memória bem alimentada faz toda a congregação lembrar-se.
Lembrar-se não só no intelecto e sim no sentido de autoconsciência. Isso nos coloca numa situação de autonomia inerente, ou seja, que não se separa e nem se remove. Essa é a verdadeira essência das coisas.
Nossa essência é nossa autonomia, nossa autocracia. Essa essência é integral e não devemos diluí-la ou engarrafá-la ou fracioná-la.
Para vivermos completamente dentro da felicidade devemos aprender a nos assumir como o que somos em verdade. Somos integrantes de nós mesmos e existimos de dentro para fora.
Por esse motivo as pessoas que escolhem trabalhar em algo cujo impulso inicial foi o de agradar ao seu próprio coração, ou seja, estudou e se aperfeiçoou sem dar prioridade somente ao retorno financeiro, apenas manteve em foco sua própria felicidade, conseguem fixar seu espírito com mais facilidade e não se desgastam, pois para esses o trabalho é prazer e ainda mais o protege
Diz-se que nos tempos de hoje o ser humano morre aos terços, pois gasta-se literalmente e isso é lamentável.
Só podemos compartilhar com o mundo exterior o que levamos dentro. Nosso trabalho deve ser para nós a forma de compartilhar nosso amor. Deve ser um presente do universo.
Urge construirmos nossa humanidade solar para termos algo de superior para compartilharmos. Caso contrário tudo o que conseguiremos é tornar-nos mais uma abelhinha na colmeia, não importa o quanto possamos nos esforçar.
Não há necessidade de se carregar a vida como se fosse um fardo. Também está equivocado aquele que afirma que na vida só pode existir momentos felizes.
A felicidade é uma lei, assim como o amor. Ambos estão no sentimento, porém não são um sentimento.
Desta forma ou se está debaixo dela ou não se está. Para a vida somos dotados de uma estrutura psicológica solar que está a nossa espera para vivenciar junto conosco todas as coisas.
Não devemos encarar como se tivéssemos sido largados aqui e eventualmente podemos recorrer a algum santo ou anjo ou Deus para nos servir em algo que pensamos necessitar.
Todos esses aspectos superiores os levamos dentro de nós e cada um possue um intento e almejam vivenciar junto conosco todas as experiências.
Não queira resolver tudo sozinho. Recorra às demais partes do seu único e Real Ser e poderá compreender com mais profundidade as palavras: “Há mais felicidade em dar do que em receber”.
Não duvide de si mesmo, não se traia, não fibrile. Siga com passos firmes, pois não está só.
texto extraído do livro "Ciência Universal" de minha autoria

4 comentários:
excelente texto
acredita que entrei aqui só hoje?
adorei tudo. já tá nos "favoritos".
=)
MARAVILHOSO, ESTAREI SEMPRE VIZITANDO.
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